História da Tanoaria



Todas as informações sobre a arte da Tanoaria indicam que o uso de vasilhas de madeira iniciou-se no início da era Cristã, quando os romanos começaram a substituir suas ânforas de barro por recipientes de madeira, que eram mais resistentes, desenvolveu-se ainda mais quando começaram as descobertas sobre os benefícios do contato com a madeira para os vinhos de qualidade superior.

O uso dos barrís e tonéis aumentou com o desenvolvimento das viagens maritimas dos Europeus, pois necessitava-se de vazilhames resistentes e grandes, capazes de armazenar boa quantidade de água e vinho para as viagens e serem transportados com facilidade e segurança, o formato dos barrís facilitava os carregamentos pois podiam ser rolados pelas rampas dos navios e chegar intactos ao destino.

Durante a colonização das américas, praticamente todo vazilhame utilizado para transporte e acondicionamento de líquidos eram tonéis, barrís, dornas, pipas, inclusive utilizavam-se as tinas para manusear os líquidos no trabalho do dia-a-dia.

Mais tarde, quando vieram a primeira e segunda guerras mundiais, os Europeus construiram muitos vazilhames de madeira para estocar seus vinhos e a água para consumo das suas familias.

A indústria da Tanoaria se desenvolveu de tal maneira que, em pouco tempo, todas as vazilhas utilizadas para armazenar e  transportar líquidos e mantimentos eram de madeira, grandes tonéis guardavam e aprimoravam o vinho, barrís de tamanhos variados acondicionavam e transportavam azeite, mesmo os mantimentos e suprimentos sólidos, como sal, açucar e grãos eram armazenados e transportados em barrís.

Com o tempo, foram se aprimorando os conhecimentos sobre os benefíos da madeira para armazenagem e envelhecimento do vinho, foram sendo estudados os efeitos dos vários tipos de madeira utilizados e o carvalho foi sendo adotado para fabricação dos vários tipos de recipientes usados pelos europeus na armazenagem de alguns tipos de bebidas, como Vinho, Whisky, Rum.